A perda auditiva não é uma condição que as pessoas normalmente associam aos jovens, não é mesmo? Na nossa mente, as pessoas vão perdendo a audição gradualmente na velhice. Na verdade, a realidade mostra um cenário bem diferente.

Em primeiro lugar, não é porque uma pessoa é idosa que ela terá problemas sérios de audição. Em segundo lugar, crianças e jovens podem, sim, apresentar doenças que comprometam seriamente a sua condição de escutar — e é sobre isso que iremos falar hoje.

Perda de audição em bebês

Se você fala com alguém e essa pessoa não te responde, é provável que você desconfie que há algo de errado com a audição dela, mas, e quando isso acontece com um neném — alguém que nem fala ainda —?

Para driblar esse problema, existe o “Teste da Orelhinha” que é obrigatório no sistema público e privado desde 2010. O objetivo desse teste é identificar dificuldades auditivas do bebê e iniciar o tratamento de forma precoce.

Apesar do teste, a família deve ficar atenta à forma como a criança reage aos estímulos sonoros, como se ela acorda quando há algum ruído no quarto.

Perda de audição em crianças

De acordo com dados da OMS, 60% das crianças que têm problemas auditivos desenvolveram essa condição após sofrerem com infecções. Portanto, é fundamental que os pais fiquem atentos às reclamações dos filhos quando eles mencionarem dores nos ouvidos.

Por se tratar de um sintoma comum em doenças sazonais, como gripes, muitos pais não levam os filhos aos médicos, recorrendo à medicação por conta própria. Não é uma boa ideia e pode, sim, trazer danos permanentes às crianças.

Outra doença que está associada à perda de audição na infância e adolescência é a meningite. A meningite é uma inflamação que atinge a meninge, membrana que reveste o cérebro e a medula.

Uma forma de prevenir a doença é por meio da vacinação. Contudo, como a meningite pode ser causada por mais de um tipo de agente, mesmo vacinada, a criança pode desenvolver alguma forma da doença — o que exige o início rápido de tratamento.

Aparelho auditivo pode ser um aliado

Ainda de acordo com dados da OMS, apenas 17% de todas as crianças que se beneficiariam de um aparelho auditivo têm acesso ao equipamento — os dados se referem a um nível global.

Por isso, caso um médico identifique a necessidade do seu filho usar um aparelho auditivo, não demore para iniciar esse uso. Assim, a criança poderá se desenvolver de forma mais rápida, tornando-se mais independente e feliz.

Os aparelhos auditivos não são peças destinadas apenas aos adultos — ou aos idosos, como muitas pessoas ainda acham. Como vimos, muitas crianças lidam com a deficiência auditiva.

Em grande parte dos casos, os pequenos podem ter um ganho significativo em qualidade de vida com o uso correto e precoce dos aparelhos auditivos. Portanto, se você tem alguma dúvida em relação à saúde do seu filho, procure um médico e faça exames para entender o que está acontecendo.

Caso o médico recomende o uso de aparelhos auditivos, não se preocupe. Atualmente, os modelos desses aparelhos são discretos e conseguem ajudar a criança a se desenvolver e se comunicar de forma eficaz.

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