Se um jovem de 15 anos entrasse em uma típica casa dos anos 1980, provavelmente, ele não entenderia a maioria dos eletrodomésticos. A tecnologia fez com que todos esses aparelhos evoluíssem — e isso foi ótimo, não é mesmo?
Tocamos nesse assunto porque nem sempre nos damos conta do quanto tudo ao nosso redor muda.
É claro que os aparelhos auditivos não ficaram parados no tempo. Esses equipamentos tiveram grande evolução — e ainda estão tendo. É por isso que decidimos publicar este material, contando um pouco sobre a história dessas peças tão importantes para o resgate da autoestima de tanta gente.
Evolução dos aparelhos auditivos em termos de qualidade
O ser humano sempre viveu cercado de ruídos, por isso, muitas pessoas lidavam com a perda auditiva. A maneira mais fácil de contornar esse problema era pedindo para que os outros falassem mais alto durante as conversas.
Com o tempo, os indivíduos passaram a usar objetos que direcionavam as ondas sonoras para a orelha daqueles que tinham dificuldade de ouvir. Assim, passaram a recorrer a itens cônicos, como chifres de animais, para melhorar a capacidade de ouvir.
É claro que essa alternativa era bem rudimentar, mas era o possível em um momento em que as pessoas não entendiam nem a anatomia do ouvido humano e nem o funcionamento das ondas sonoras.
Com o passar das décadas esses objetos foram sendo aperfeiçoados, cada vez mais parecidos com algo como uma trombeta — aliás, eles eram chamados de “trombetas auditivas”. Em muitos casos, eles já eram confeccionados em metais — o que facilitava a higienização e tornava o objeto mais bonito.
Depois, surgiram os “tubos de conversação”. Eram semelhantes a uma mangueira, mas de um lado havia uma abertura para que alguém falasse e do outro lado a ponta que era colocada próxima ao ouvido.
A eletricidade foi fundamental para evolução dos aparelhos auditivos
No começo do século passado, a humanidade começou a criar máquinas que conseguiam transformar ondas sonoras em eletricidade. Essa tecnologia deu origem ao telefone, aos autofalantes, aos microfones e aos aparelhos auditivos — além de muitas outras invenções.
Aqui, os cientistas perceberam que não era preciso colocar um objeto em forma de cone na orelha da pessoa, mas uma máquina com um autofalante, capaz de ampliar as ondas sonoras recebidas.
A grande vantagem dessa novidade era que ela conseguia captar os sons do ambiente — e não apenas aquilo que era dito próximo ao ouvido da pessoa.
A evolução dos aparelhos auditivos também se deu no design
No passado, muitas pessoas se sentiam constrangidas ao usar aparelhos auditivos. Eles geravam a curiosidade dos outros e nem sempre era possível disfarçar o uso — para as crianças, aliás, esse poderia ser um desafio na escola.
Contudo, designers de produtos se dedicaram ao máximo para conseguir o resultado que temos hoje: aparelhos auditivos eficientes e discretos. Isso faz com que as pessoas se sintam seguras ao usar as peças em qualquer ambiente.
É legal entender a quantidade de tempo, recursos e tecnologia que foi empregada, durante anos, para que você tivesse acesso ao que há de mais moderno em termos de aparelhos auditivos, né?
A evolução dos aparelhos auditivos é um fato — assim como também é um fato que eles não vão deixar de evoluir. Aliás, eles também são fundamentais para a sua evolução. Por isso, não deixe de usá-los, caso o seu médico tenha identificado essa necessidade.



