Crianças com perda auditiva experimentam um melhor desenvolvimento na linguagem quando tratadas precocemente e quando adaptadas com aparelhos auditivos.

O desenvolvimento da linguagem em crianças com perda auditiva melhora com uma intervenção precoce. Os dados foram obtidos a partir dos resultados dos estudos conduzidos por pesquisadores de uma universidade em Iowa, University of Iowa, do hospital Boys Town National Research Hospital, e da universidade em Carolina do Norte, University of North Carolina at Chapel Hill, nos Estados Unidos.

O estudo examinou o impacto da identificação precoce e intervenção em crianças com perda auditiva. Os pesquisadores descobriram que crianças com perda auditiva leve a severa, identificados no grupo, tem uma linguagem mais precária do que seus colegas e que o impacto de perda auditiva na linguagem aumenta na medida que a perda auditiva aumenta.

Adaptar-se a um aparelho auditivo é a chave!

O estudo também revelou que proporcionar as crianças uma boa adaptação a um aparelho auditivo está associado a uma taxa de melhor desenvolvimento na linguagem. O estudo também descobriu que muitas crianças com problema auditivo sério, que receberam atendimento precoce foram capazes de ser recuperadas ou de se aproximar dos colegas com audição normal”, segundo afirma Bruce Tomblin professor emérito da Universidade de Iowa, at The University of Iowa’s Department of Communication Sciences and Disorders.

“Ouvir bem é importante para o desenvolvimento das habilidades linguísticas, para construção de contatos sociais e de uma vida bem-sucedida”, afirma Mary Pat Moeller, diretora do Centro Infantil de Surdez, Center for Childhood Deafness e do laboratório Boys Town National Research Hospital.

Triagem Auditiva Neonatal é o caminho!

A maioria das crianças, envolvidas no estudo, foram identificadas através de uma triagem neonatal. E o estudo que foi publicado na revista Ear and Hearing, coletou dados de 317 crianças com a idade de seis meses a sete anos, as quais tinham problemas auditivos sérios e que na ocasião foram comparadas a um grupo de 117 crianças com audição normal.

“Uma das razões, pelas quais não foi feito um estudo semelhante a esse, anteriormente, é que só foi possível fazer uma triagem neonatal há 10 anos. Antes da triagem neonatal mundial, nós não tínhamos acesso às crianças com perda auditiva enquanto elas não estavam em estágios importantes no desenvolvimento da linguagem”, pontua Ryan McCreery, outro autor envolvido no estudo.

Se você ou algum familiar acredita estar com perda auditiva, consulte seu médico. Conte também com a equipe AUDIFONE para uma avaliação.

Fonte: www.medicalxpress.com